quinta-feira, 1 de julho de 2010

Mundial de Futebol 2010

Vou partilhar um mail que recebi. Façam as vossas apostas!


COPA 1998 - DIVULGADO O ESCÂNDALO QUE TODO MUNDO SUSPEITAVA !
Talvez, isso explique a razão do jogador Leonardo ter declarado a seguinte frase: '"Se as pessoas soubessem o que aconteceu na Copa do Mundo de 1.998, ficariam enojadas!".
Todos os brasileiros ficaram chocados e tristes por terem perdido a Copa do Mundo de futebol, na França. Não deveriam.
O que está exposto abaixo é a notícia em primeira mão que está sendo investigada por rádios e jornais de todo o Brasil e alguns estrangeiros, mais especificamente Wall Street Journal of Americas e o Gazzeta delo Sport e deve sair na mídia em breve, assim que as provas forem colhidas e confirmarem os fatos.

Fato comprovado:

O Brasil VENDEU a copa do mundo para a Fifa. Os jogadores titulares brasileiros foram avisados, às 13:00 do dia 12
de Julho (dia do jogo final), em uma reunião envolvendo o Sr. Ricardo Teixeira (na única vez que o presidente da CBF compareceu a uma preleção da seleção), o Técnico Mário Zagallo, o Sr. Américo Faria, supervisor da seleção, e o Sr. Ronald Rhovald, representante da patrocinadora Nike. Os jogadores reservas permaneceram em isolamento, em seus quartos ou no lobby do hotel.
A princípio muito contrariados, os jogadores se recusaram a trocar o penta-campeonato mundial por sediar a Copa do Mundo. A aceitação veio através do pagamento total dos prêmios, US$70.000,00 para cada jogador, mais um bônus de US$400.000,00 para todos os jogadores e integrantes da comissão, num total de US$ 23.000.000,00 vinte e três milhões de dólares) através da empresa Nike.
Além dis so, os jogadores que aceitarem o contrato com a empresa Nike nos próximos 4 anos terão as mesmas bases de prêmios que os jogadores de elite da empresa, como o próprio Ronaldo, Raul da Espanha, Batistuta da Argentina e Roberto Carlos , também doBrasil.

Mesmo assim, Ronaldo se recusou a jogar, o que obrigou o técnico Zagallo a escalar o jogador Edmundo, dizendo que Ronaldo estava com problemas no joelho esquerdo (em primeira notícia divulgada às 13:30 no centro de imprensa) e, logo depois, às 14:15, alterando o prognóstico para problemas estomacais).

*A sua situação só foi resolvida após o representante da Nike ameaçar retirar seu ** patrocínio vitalício ao jogador, avaliado em mais de US$90.000.000,00 (noventa ** milhões de dólares) ao longo da sua carreira.

Assim, combinou-se que o Brasil seria derrotado durante o 'Golden Goal' (prorrogação com morte súbita), porém a apatia que se abateu sobre os jogadores titulares fez com que a França, que absolutamente não participou desta negociação, marcasse, em duas falhas simples do time brasileiro, os primeiros gols.

O Sr. Joseph Blatter, novo presidente da Fifa, cidadão franco-suíço, aplaudiu a colaboração da equipe brasileira, uma vez que o campeonato mundial trouxe equilíbrio à França num momento das mais altas taxas de desemprego jamais registradas naquele país, que serão agravadas pela recente introdução do euro (moeda única européia) e o mercado
comum europeu (ECC).

Garantiu, também, ao Sr. Ricardo Teixeira, através de seu tio, João Havelange,** que o Brasil teria seu caminho facilitado para o penta-campeonato de 2002.

**Passem esta mensagem para o maior número possível de pessoas,** para que todos possam conhecer a sujeira que ronda o futebol!

Desde, já agradeço, Um abraço.
Gunther Schweitzer
Central Globo de Jornalismo*


E tem Mais, nesse acordo ficou definido que em 98 a França seria campeã,(como foi) , em 2002 seria o Brasil (como foi), em 2006 a Italia, e em 2010 a Argentina e 2014 será a Alemanha, todos esses paises estavam envolvidos na negociação.
Agora é só aguardar para ver o resultado.

Porque será que o Maradona esta com toda essa euforia???

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Uma vida

Já não escrevo há bastante tempo.

Não sei porque me apeteceu escrever isto, mas já não dá para aguentar mais. Aqui vai: A vida é boa de mais!! Não sei porquê, mas é o que sinto. Tudo dá gozo. Estou numa fase especialmente boa porque os meus objectivos andam pela palma da minha mão. Tenho um caminho e lutar por ele está a ser fantástico!

A objectividade do trabalho, a alegria dos meus relacionamentos, a felicidade contagiante, o aprender, a conquista dos sonhos... Eu não sei explicar, mas não fosse já tudo isto parecer demasiado lamechas e mais revelaria!

No entanto, olho à volta e pareço dos poucos. (Ainda) não tenho moral para ensinar nada a ninguém, mas às vezes temos de parar e pensar. O que estou cá fazer? A minha vida, o que é? Qual é o meu próximo objectivo no trabalho? e na vida? No trabalho já pensei se o que faço é o que tenho por paixão? Estou rodeado por pessoas que lutam por que objectivos? Tenho tempo para os teus sonhos? Trabalho para eles, todos os dias?

Fui-me apercebendo de um eco "queixoso" que existe na sociedade, e que ouvimos toda a vida por onde vamos passando. Malta sempre a queixar-se dos seus problemas, ou que ganham pouco, ou que trabalham muito, ou que isto e aquilo. Se calhar tenho esta opinião porque a vida nunca me traçou as pernas e nunca me fez cair de verdade. Mas também estou certo que existe o oposto, e que há quem já nem equilíbrio encontre para se levantar, não encontrando uma razão lógica para que nada saia bem. Seria o destino? Não acredito nisso. A resposta é o nosso trabalho e a nossa mentalidade. Na maior parte das vezes nem sei porque se exterioriza esses pensamentos e problemas para os outros, se não os podem resolver. No máximo o que obtemos é um reconforto e não a solução para o que tenho que resolver.

Tudo o que escrevi faz-me enunciar um exemplo, que serve para classificar a mentalidade dominante que existe por ai. Este exemplo demonstra como funciona com nas crianças. Se tomarmos consciência disto em adultos, muito na nossa vida pode mudar. Todos nos lembramos de nossos pais nos chamarem a atenção, porque este ou aquele grupo na escola era mais estudioso ou mais problemático. Várias vezes me lembro de ouvir concelhos deste género: "não te juntes aquele, porque só faz asneiras!". E realmente, se mudava do grupo dos problemáticos para o dos estudiosos, as minhas notas melhoravam mesmo. A perspectiva que tenho hoje também vai um bocadinho ao encontro disto. Como são as pessoas com que me dou? São ambiciosas? São pessoas que se queixam? São pessoas que se divertem? São pessoas? Ou pior que responder a estas perguntas são as seguintes: E eu? queixo-me da minha vida aos outros? O que respondo quando me perguntam, "Como anda a tua vida?". Não quero dizer que nos tenhamos de desfazer de amizades, mas claramente, temos que fazer uma filtragem da mensagem que não nos interessa. Já dizia o ditado "Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!".

Vamos então utilizar dois truques. 1º Não vou exteriorizar os meus problemas, antes vou resolvê-los. 2º Não vou dizer "não!" aos meus sonhos, antes vou perguntar "como vou atingi-los" - é que a mensagem "como" abre-nos várias portas, mas um "não" bloqueia tudo.

Aproveitando a onda do mundial, a malta devia era andar toda com uma vuvuzela, para mostrar a "energia positiva". O problema é que no dia-a-dia, todos a deixam em casa...

Espero que vos tenha inspirado.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Diferenças entre um ganhador e um perdedor

•Um ganhador sabe que a vitória depende de si. Um perdedor crê que perde por causa da má sorte.
•Um ganhador supera-se antes das dificuldades. Um perdedor diz mal dos obstáculos.
•Um ganhador procura a solução dos problemas. Um perdedor esconde os problemas.
•Um ganhador reconhece um erro cometido e aprende a lição. Um perdedor culpa o árbitro pela derrota.
•Um ganhador tem planos. Um perdedor, por medo de fracassar, senta-se a fantasiar.
•O ganhador procura fazer frente à tempestade. O perdedor esconde-se ao ouvir o primeiro trovão.
•Um ganhador projecta a sua vida até ao futuro. Um perdedor conforma-se com o que alcançou.
•Um ganhador aprende a partilhar as coisas boas que conquistou. Um perdedor só pensa em si mesmo.

O êxito começa com o conhecimento das qualidades físicas, mentais e intelectuais de nós mesmos. O maior inimigo do teu êxito, que encontrarás na tua vida, serás tu mesmo.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Telefonema insólito


Já tinha dito num dos meus primeiros textos deste blog, que tinha alguma vocação para atrair determinadas situações da vida, que posso classificar como "diferentes". Eis que vou contar uma delas, que me aconteceu mais exactamente ontem à hora de almoço...

Toca o telefone, é da faculdade!

Ora, nos últimos tempos, daquela instituição só me têm chegado más notícias, e quando veja a chamada não podia suspeitar de outra coisa, que mais tarde se veio a confirmar.

-Estou?
-Olhe, daqui é da FEP. O professor XXX (que eu não vou referenciar o nome) quer falar consigo.

Achei estranho (eu até já fiz a cadeira, o que será que ele quer?) e vieram-me, naquele momento, à em duas coisas pouco prováveis. A primeira foi pensar que me queria chumbar à cadeira depois de já a ter feito. A segunda, ainda menos provável, foi a de surgir um convite para um projecto qualquer. A minha imaginação vai longe, não vai?

- Então professor? Tudo bem? Como está? - eu a entrar de simpático!
- Olá tudo bem? - e neste momento é que foi a surpresa total - Você é meu amigo no Facebook?
- Até sou professor, porquê há algum problema?
- Há sim! Por acaso, não é você que anda a gerir o meu perfil? É que não fui eu que criei aquilo e anda alguém, de má fé, a fazer amigos meus no Facebook.

Pois, desta é que eu não esperava. Que lata! Antes de avançar, queria só esclarecer que não me aconteceu só a mim e que não estou a revelar nenhuma conversa secreta. Isto, porque o professor não me ligou só a mim, algo que vim a saber nessa noite, por colegas que foram confrontados com a mesma situação. Assim, expliquei-lhe que não tinha razões para o fazer e realmente concordei com a sua indignação. Ainda assim tentei ajudá-lo, e expliquei-lhe que podia denunciar essa situação junto do Facebook, ao que me respondeu:

- Mas eu para denunciar tenho que entrar nessa rede de anárquicos. E isso eu não quero!

Mais tarde, tentei denunciar o seu perfil que está no Facebook, mas não consegui. Só para terminar, aqui fica um dos perigos mais evidentes das redes sociais. A ser verdade, alguém está a fazer-se passar pelo professor. E tal como este, existem, de certo, muitas mentes maldosas pela internet que podem muito facilmente fazer-se passar por alguém e extrair facilmente informações dos outros utilizadores. É preciso estar atento!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Valha-nos esta Constância


Portugal é um país estranho.

Esta semana confirmou-se a notícia que já há alguns meses pairava sobre o Banco de Portugal. Vítor Constâncio pode vir a ser nomeado Vice-Presidente do Banco Central Europeu (BCE).

Ora, convém clarificar então o que é o BCE, não vá algum leigo não saber do que se está a falar. Para ajudar, recorri à wikipédia e encontrei: O Banco Central Europeu (BCE) é o banco central responsável pela moeda única da Zona Euro e a sua principal missão é preservar o poder de compra do euro, assegurando assim a estabilidade de preços na respectiva zona”. AH! Bom, então é isto! Estando clarificados quanto à responsabilidade do cargo, resta saber se esta nomeação, trás ou não, prestígio para o nosso pais! Pois a resposta é: aparentemente, não!

Por ser “aparentemente não” é que Portugal é um país estranho. Fico espantado quando alguns partidos e mesmo figuras desconhecidas (as que comentam as notícias online dos jornais) se dedicam a menosprezar a notícia. Muitos espelham mesmo alegria pelo facto de Constâncio deixar o cargo de Governador. Ou seja, é bom que ele se vá embora pelos mais variados motivos (ou porque tinha políticas que não promoviam o emprego ou mesmo porque não sabia supervisionar), mas agora, em vez de governar apenas dez milhões, vai passar dirigir dez milhões mais trezentos e vinte milhões – não lhe servia pouca gente para a sua incompetência. Pois, porque se pensarmos bem, todos os bancos centrais, com mais ou menos liberdade, acabam por ter que se cingir às regras do pacto de estabilidade e do BCE. Então isso significa que o próximo governador também vai ser um mal amado para Bloquistas, Comunistas e “figuras desconhecidas que comentam as notícias online”. Além disso, e não menos incómodo, vai ser a novela que vamos ter até Junho com a discussão do próximo nome para o Banco de Portugal. Eu também já estava farto da novela do “Face Oculta”…

Como em muitas coisas da vida existem os que estão a favor e os que criticam. Embora haja muitos elogios a esta nomeação (principalmente do centrão), é certo que para os críticos, Portugal não perde um grande técnico de macroeconomia como é Constâncio. Para os seus críticos, Portugal fica a ganhar com a sua saída! Então, ou nós somos muito inteligentes, porque nos livramos do senhor que não soube supervisionar os bancos (que sorrateiramente escondiam as contas debaixo do tapete) e que era um dos causadores de desemprego do país, ou somos muito burros, porque toda a Europa é unânime em relação ao seu nome, e vê em Constâncio um profissional com valor. Aliás, neste momento começo a ficar preocupado com o futuro da Europa. Podem-se abrir as portas a mais casos BPP’s e BPN’s, mas agora em Espanha, França e Alemanha. Se calhar são países que não têm problemas e que precisam de alguma coisa com que se entreter. Mas se assim fosse, preferia dar-lhes de bom grado o caso “Face Oculta” e os “Contos de Sócrates”.

Finalizando, com a saída de Constâncio, Portugal e a Europa chegaram a uma relação win-win. Portugal livra-se de um mal e a Europa fica convencida que ganhou um excelente profissional. Já tinha acontecido o mesmo com o Durão Barroso, e os eurodeputados e a outros níveis, com António Guterres, ou mesmo com o Cristiano Ronaldo (sim, porque para muitos portugueses o melhor do mundo é Messi). Portugal mostra que sabe manter os talentos. Ao menos somos bons em alguma coisa. Somos um povo muito egoísta. Os bons estão cá todos. É por isso que somos dos mais ricos do mundo. Valha-nos esta constância...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Portugal Consciente - Está nas nossas mãos.

Já é a segunda vez esta semana, que algo em mim fez um "click" e me levou a agir. A primeira já a vou contar. A segunda, é exactamente o que estou a fazer - escrever aqui para mudar a maneira de pensar em Portugal! Temos que o fazer. É uma exigência que cada um tem que fazer a si próprio. É muito simples, se eu for exigente, vou obrigar a quem lida comigo a sê-lo também. Mas já vão ver ao que me refiro.

Ainda no segundo "click". Acabei de receber um e-mail, enviado pelo meu amigo Vítor Silva (bloguista aqui), com um texto do Mário Crespo (e que vou deixar para vocês lerem mais a frente). Este texto, bate tal e qual no Português que toda a gente odeia - o egoísta, de uma forma em geral, porque dentro dos egoístas existe um subgrupo que são os corruptos. Mas, que no entanto, ninguém se importa de ser, se alguém pactua! Não sei se o Jornalista Mario Crespo fez as contas, mas a custa-me a crer que tais reduções de 10% cheguem para reivindicar tanta coisa. No entanto, se todos fossemos mais exigentes, talvez houvesse mais 10% para muita coisa. Ainda assim, acredito que o texto do jornalista seja muito mais uma mensagem de ética.

Agora no primeiro "click". No outro dia, era eu o responsável permanente da loja, quando me caiu em mãos um pedido especial de um cliente. Muito simpático e sorridente, disse-me que pretendia uma factura de uns artigos para entregar na sua empresa (um polar e umas sapatilhas de futebol. Que até são coisas essenciais para ter numa empresa! Mas não tenho nada a haver com isso). Ciente que a lei proíbe a emissão de facturas a compras com mais de 5 dias, fui ver a data do talão: já tinham passado 29 dias da data da compra. - "Olhe, peço desculpa mas não lhe posso emitir a factura porque já passaram os 5 dias que a lei determina para passar a factura" disse-lhe, fosse o caso de não saber. O cliente: "Eu sei!", e sugeriu-me: "Mas faça assim e assim que já dá!" Subiram-me uns calores, e na minha mente já só me passavam odeias originais para o passar de cliente a outra coisa qualquer! O "click" ali foi dado pela minha colega (natural de França) que já me tinha conferenciado, momentos antes, que era por causa destas que Portugal não ia a lado nenhum! Aquele tuga trafulha estava a dar-lhe razão!!! Fui sempre correcto para o cliente e expliquei-lhe que não o podia fazer... Fui acusado que não sabia emitir a factura, que não sabia mexer no software e ainda me disse que a sua sugestão não nos prejudicava em nada. Mas não lha passei! Não quero saber se era um polar ou uma sapatilha, nem para onde ia a factura. Mas foi a forma como me tentou ludribiar. Ele sabia que eu não lhe podia passar a factura.

Fui exigente comigo e com a lei, mas porque eu quero viver num país em condições. E se eu fizer isto e puder consciencializar quem está à minha volta, então já estou a dar um passo a mais...

Caros concidadãos, vamos ser mais justos connosco, e para os outros! Só a título de exemplo, temos 2 milhões de pobres em Portugal! Existem imensos recursos mal utilizados. Todos nós sabemos disso e não fazemos nada!

Agora o texto que me foi enviado:

Imaginem
00h30m
Imaginem que todos os gestores públicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.
Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível
em dez por cento.
Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.

Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês.
Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.

Imaginem remédios dez por cento mais baratos.
Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos.

Imaginem que país seremos se não o fizermos.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Farmvileiros - Uma geração em ascensão

Tornados, inundações, sol invernal, ventos frios, geada… “Já chega!” – Reclamam os agricultores. Olhando as notícias das últimas semanas, podemos constatar que têm sido devastadoras para a agricultura Portuguesa.

Um dos exemplos onde os agricultores foram mais penalizados, foi na região do oeste. Até o nosso presidente fez questão de visitar a região no dia 18 de Janeiro, de modo a dar apoio aos trabalhadores das sacholas. No meio de tudo isto, tenho duas coisas a acrescentar: desde logo, esta intempérie é uma maçada para as terras de pousio. Num ano, em que seria suposto descansarem do cultivo, pimba! Toma lá gelo e neve pró almoço. A segunda é que, pela primeira vez, desde que me lembro, Paulo Portas não foi o primeiro a acudir uns agricultores. Não sei se é por já não haverem eleições num futuro próximo. Observa-se assim uma desvalorização destes, pois já não valem tanto a pena, como os que sofriam calamidades antes das eleições. Talvez sejam agricultores diferentes, menos aptos a votar. Agora as duas mãos estão dedicadas a reconstruir as estufas, em vez de carregarem os legumes para as feiras. Ainda assim, Cavaco tomou a dianteira e veio dizer para a televisão: “Os portugueses acreditam nos agricultores da Região do Oeste”. Eu sou sincero, também passei a acreditar! Até há pouco tempo nem sabia que existia esta região, nem agricultores nela, por isso agora tenho fé que existe mais uma região de calamidade em Portugal. Outro factor relevante desta afirmação é o facto de se tentar fazer de Portugal um país grande. Quem diz “região oeste” até parece que se refere a um imensidão de território de se perder de vista. Nos EUA também se referiam assim ao Far West, onde os índios habitavam.

Indiferentes a tudo isto, estão de facto os Farmvileiros. Ali não há nada… Apenas um escravo que se abanca no meio das terras e segue as ordens, digamos sábias, dos utilizadores. Eu devo dizer que deve ser um jogo cheio de estímulos intelectuais. Deve-se aprender muita coisa com o jogo, tal como o tamanho do sacho ideal para cavar a terra, ou mesmo a época ideal para semear a beterraba. Cada vez que recebo um “feed” do farmville fico estupefacto: “Canhoto Borralho encontrou um ovo de ouro misterioso”, ou “Zé Tó encontrou um vitelo na sua quinta” Tomara os agricultores da “imensa região do oeste” que tivessem o mesmo clima dentro das suas estufas, ou a mesma sorte de encontrar meia vaca por entre os grelos dos nabos. No meio de tudo isto, acredito (mais uma vez) no porquê do nosso presidente, Cavaco Silva, ter dito que também acreditava na agricultura portuguesa! Será que se estava a referir a estes jogadores? Entretanto, não reparei num crescimento do nosso sector primário. Com tanto jogador, já se deveria ter notado alguma coisa. Talvez venha aí uma geração cheia de pujança para cultivar, levantar a terra e apanhar a batata. Ai Salazar, se estás ai, orgulha-te do povo português que voltou a dedicar-se à terra. Na tua altura devias ter oferecido à Mocidade Portuguesa um Magalhães com facebook, e vai-se a ver, ainda mandavas em Portugal.

Quanto vale um quilo de espargos?

João Oliveira

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Botão -> “Reiniciar”

Hoje em dia fala-se muito em empreendedorismo, espírito de iniciativa ou mesmo o famoso “safa-te”. Mas não estará este conceito a desaparecer na sociedade portuguesa?

A verdade é que a cultura Portuguesa é muito dada a este espírito, onde o nosso passado fala muito alto. Terão os navegadores perguntado aos reis como se chegava à Índia por mar? De certo que Infante Dom Henrique terá dito: “Safem-se!”, pois nem ele próprio saberia a resposta. E como este, teremos tantos outros exemplos de portugueses que se safaram e safam na vida, sem resposta aparente, a não ser pelo “esforço” e capacidade de decisão, no dia e hora exacta. Se bem que, vive em mim uma certa dúvida, que pausa na possibilidade de nos desenrascarmos, por afinal sermos desorganizados e pouco planificadores. No entanto, vou continuar a acreditar que somos um povo de improvisadores e empreendedores, sabendo eu à partida, e por experiência própria, que das vezes que me intitularam de improvisador e empreendedor, já tinha algo preparado. Se todos os portugueses assim fossem, então era óptimo, porque passávamos a ser um povo organizado, disciplinado e com grande capacidade de criatividade e de “safadez”. O que, desculpem o aparte iria contra algumas teorias da criatividade, que especulam sobre a incompatibilidade entre regras e criatividade.

No entanto, hoje, ao escrever este texto, pretendo reflectir sobre a expectativa de que esta forma de estar continue a existir nos anos vindouros. Podendo falar de vários sectores da sociedade, como os desempregados ou os empresários, vou-me abastar de falar dos jovens. Olhando para eles e para os seus pais, vejo que hoje podem ter acesso a muito mais informação, e possibilidades de desenvolver as suas capacidades intelectuais. Falo como é óbvio do acesso ao ensino durante mais anos, acesso a mais literatura, acesso à internet (se bem que aqui, quem escolhe a informação é o utilizador. Percebem-me se disser que quem frequenta a internet para visualizar sites pornográficos, mais não pode contribuir do que ajudando a melhorar a taxa de natalidade portuguesa). Mas será que estes jovens estão a usufruir bem dos meios que estão à sua disposição? Muito provavelmente não estão. E pior que isso, é que estão em condições muito melhores para improvisar e criar do que os seus pais, porque têm fontes de informação, que podem completar muitas ideias de negócio, por exemplo.

Pegando noutra questão. Será que os videojogos são úteis à sociedade? O que ensinam os jogos a miúdos de 10, 12, 14 anos? Que podem ter uma realidade controlada? Que se as coisas estão a correr mal, basta clicar no botão reiniciar? Uma das “dificuldades” com que tenho que lidar hoje em dia, no meu trabalho tem muito a ver com isto. Às vezes, bem me apetece reiniciar, ou mesmo desligar. Mas não posso, tenho que encarar os problemas. Tenho medo de pertencer a esta geração de “videojogo”, porque afinal passei a minha infância a jogar. No entanto, não jogava só PC, nem mega-drive, mas mandavam-me para a rua brincar. E fizeram bem (os meus pais), porque tive uma vertente muito importante de socialização. Entristece-me que muitos dos jovens de hoje não pratiquem um desporto, que fiquem agarrados às redes sociais da internet, e que provavelmente, isto resulte numa geração de jovens pouco comunicativos, com pouca garra e incapazes de lidar com responsabilidades. E ainda se fala mal da rua, apresentando-a como um fantasma que transforma a criancinhas em vândalos. Besteiras!

Muitas vezes na vida só existe “one chance”, e se não a aproveitarmos, nunca mais a teremos. Os que têm mais do que uma, é porque lutaram, guerrearam e viraram as coisas à sua maneira. Mostraram que foram capazes.

Vem ai uma geração assim? Pelo que vejo, não acredito.

Deixo-vos com uma citação de um lutador:

“Sonha e serás livre de espírito… Luta e serás livre na vida” de Che Guevara

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Passa o insulto

Acontece com frequência no diálogo português.

Na problemática do insulto estão sempre várias causas: as pessoas. Sem elas não seria possível, como é óbvio, ouvir um insulto. Por exemplo, se eu der um pontapé num cão, não se ouve mais do que um ganido. O cão provavelmente não me está a insultar, pois não tem inteligência para tal. Por isso, sempre que o faz, penso que é por lhe surgir, algures, um sentimento de dor. Falamos aqui dos instintos primários, que também ocorrem no Homem: Quando levamos uma murraça, mesmo no meio dos olhos, a primeira coisa que acontece é uma pequena sensação de dor, e depois sim, passamos ao insulto. Ou seja, aqui, identificamos claramente, que o insulto é algo que vem da inteligência, pela simples lógica de que não existe nenhum ser vivo mais inteligente que nós. Ou então somos muito burros ao não perceber que os animais se insultam. Nesse caso, deixávamos de ser muito inteligentes, para ser apenas medianamente inteligentes. Concluindo, quando vemos os animais nas suas lutas, dizemos que ganem, que rosnam, que uivam e se eles, por exemplo, nos vissem a dialogar diriam que, por vezes, nos insultamos. “É pah, já viste aqueles humanos, eles não rosnam. Insultam-se. Que inteligentes!” – Diria, por exemplo, um gato (se pudesse falar, obviamente).

Agora, que já divagámos sobre a identificação do assunto que nos trouxe até aqui, vamos tentar perceber como é que se “passa” o insulto e descobrir que o próprio insulto é muito relativo. E é esta relatividade que lhe está inerente, que os portugueses utilizam muitas vezes. Num exemplo, muito aleatório, imaginemos que um certo individuo me chama “bonito”. Sinceramente, eu não ia gostar. Sei que sou apenas um pão, e chamarem-me bonito seria um insulto, principalmente vindo dum sujeito do sexo masculino. Como é que o insulto aqui pode ser relativizado? Noutro exemplo, quando dizemos a alguém “És uma bela bosta”, percebemos que o insulto é algo relativo. Pode-se sempre argumentar dizendo “Sim, mas há bostas piores do que a que eu sou!”. Nesta situação está-se claramente a passar o insulto. Sim! Como no jogo do “passa morte”, o insulto também pode ser passado, como quem se esquiva. Quem está a insultar entra logo numa cadeia de reacções químicas, que dentro do seu cérebro, levam à raiva, ao nervosismo, entrando no jogo do insultado. Ainda, outro caso, é o de colocar determinantes antes do insulto. “És uma bosta!”. Sim, mas qual? “um” é muito aleatório, pode ser qualquer um. Grande, pequeno, castanho, verde…

Assim, colocar adjectivos ou mesmo determinantes pode ser lesivo para um diálogo de insultos. Quando se insulta tem que se ser específico, senão mais vale a pena não insultar.

“És a bosta!”. Aqui não há hipótese. O insultado, fica num beco sem saída, como um pedaço da mesma na sanita. A única hipótese é dizer “na na, a bosta és tu!”. Mas não se vê isto nos adultos, pelo que só se pode dizer que eles não sabem, então, insultar! Conseguimos ver este tipo de diálogo de insultos, nas crianças. Por vezes, até entram naqueles despiques de insultos, onde se repetem tantas vezes, até que sobre o último, e mais valioso insulto: “não, és tu”, “não és tu” “a bosta és tu” “não, não, tu é que és”…. “nha nha nha nha nhaaaaa, ganheeeeiiiii!!

Chegamos então à derradeira conclusão, que quem insulta bem, não é afinal o mais inteligente. Muito provavelmente, quem insulta nem é mesmo muito inteligente, pois aí talvez, antes de insultar, teria encontrado um argumento. E os argumentos, são bem melhores que insultos.

Mais um blog... descoberto!

Desta vez foi o do meu amigo Bruno. Parabéns pelo teu blog. Tá giro e recomenda-se... se escrevesses mais! Mas gostei, principalmente pelas fotos e as histórias que giram em sua volta. Ah! e já agora, gostei da aplicação da nacionalidade dos visitantes. Vou experimentar por uns tempos...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Uma manhã de perdizes com chocolate

Tenho tido umas manhãs deliciosas.

Ontem foi um exemplo disso. Levantei-me e arranjei-me para ir tomar um cafézinho. Costumo fazê-lo sempre que tenho tempo, e claro, aproveito para ler as notícias do Benfica. Por acaso, têm-me deixado sempre de bom humor. Ao menos este ano temos um concorrente à altura - O Braga. Além do café, decidi que também ia procurar umas prendas de Natal. Fui então ao fórum de Aveiro.

Estava uma manhã relativamente solarenga (para Inverno) e aproveitei para ir pelo canal se S. Roque. É um local algo recente, quase no centro da cidade, onde muitos aproveitam para fazer exercício. Tem uma paisagem muito bonita, devido à existência de um dos canais da Ria - o canal de S. Roque. Aproveitei e tirei uma foto para partilhar aqui com vocês. Não está lindo?


Como dizia, fui ao Fórum. Estava então numa livraria, quando comecei a olhar para uns livros de culinária. Eu pensei assim: "Ás vezes gasta-se tanto dinheiro a ir comer fora, quando em casa podemos fazer coisas mesmo saborosas e por muito menos dinheiro". Acho que valeu a pena comprar um livro destes, pois vamos conseguir impressionar tanto convidados como a nós próprios com coisas deliciosas. Como é óbvio, não escolhi um livro qualquer. O autor, que não vou revelar, já teve um programa de televisão, e não é o Jamie Olliver. No entanto, sempre que via o programa ficava impressionado com os pratos. Lá me decidi e comprei.

Cheguei a casa e lá me pus a desfolhar. Escolhi uma receita. Embora não tivesse todos os ingredientes, esta conseguia-se fazer com o que tinha. Por acaso, cozinhar é uma tarefa de que gosto. Não sei porquê mas é porreiro, e quando fica bom, é o orgulho total. Em relação à receita, foi mais ou menos assim: panei as perdizes (pode ser frango também) com farinha e canela. Depois fritei-as com azeite e manteiga. Reservei e com o que ficou na frigideira juntei cebola laminada, cacau em pó, açúcar amarelo e polpa de tomate. Passado um pouco acrescentei um caldo de galinha e vinho tinto. Deixei apurar mais um pouco e juntei natas e uma colher de sopa com farinha que usei para panar as perdizes, para o molho ficar mais cremoso. Para finalizar, fui buscar as perdizes para um tabuleiro e espalhei este molho por cima. Levei ao forno e voi la. Façam um acompanhamento a vosso gosto. Eu cá escolhia batatas assadas.

Estava bem bom! Depois fui trabalhar...

sábado, 5 de dezembro de 2009

Portugal faz figas em Copenhaga


Como se sabe, no próximo dia sete de Dezembro vai-se iniciar a cimeira da ONU, em Copenhaga.

Indiciando já uma proposta, e que seria digno de ver nestes políticos, seria desde logo que eles próprios dessem o exemplo em alguns aspectos. Como se sabe, no centro da agenda estão as preocupações ambientais devido à grande degradação que se assiste no nosso planeta. Imediatamente concluímos que esta agenda é de papel. Por isso, se eu tivesse que propôr uma medida mais ou menos exequível, esta seria a abolição de todo e qualquer tipo de papel. Os motivos são óbvios: deixar de abater as árvores. Agora até existem computadores e smartphones, e até podia ser por aí que se podia iniciar o salvamento do planeta. Imagine-se o título jornalístico: "Ministros jantam fritada de peixe. Para secar o óleo foi utilizado um secador em vez de papel absorvente" ou "Gordon Brown limpou o rabo com dedo anelar". Eu com exemplos destes, ficaria certamente comovido, o que me levaria, mais uma vez a repensar os meus hábitos.

Outra proposta seria não fazer esta cimeira. Então não é que a malta vem toda de avião, depositando na atmosfera toneladas de CO2? Com tanta tecnologia, podiam até fazer uma reunião por Skype, ou algo do género. É que se fosse mesmo um assunto importante, a malta não precisava de apanhar o avião de propósito, para definir objectivos e medidas. No meu entender, todos nós sabemos as medidas a tomar: optar pelas energias limpas, criar barreiras ao uso de energias poluentes e lutar contra o lobbie das petroliferas. Eu até percebo que os líderes africanos queiram vir a Copenhaga. Vêm comer várias vezes ao dia e deixam de ouvir rebentamentos de bombas. Se fosse para isso, até eu ia a Copenhaga, mas ainda tenho a possibilidade de fazer ambas em casa, com a vantagem de não ter que me fazer deslocar em automóveis que consomem para caraças, emitindo mais não sei quantos gases poluentes.

Depois disto tudo pergunto, o que portugal tem a ganhar com esta cimeira? Como sabemos, nestas reuniões são definidas as metas. Por outro lado, estas metas, se demasiado ambiciosas, podem levar a sua própria violação, tal como aconteceu com o protocolo de Quioto. Os países emergentes e sub-desenvolvidos costumam exigir metas adaptadas ao seu crescimento, pois viram crescer, os agora países desenvolvidos, há décadas e séculos atrás, sem essas restrições ambientais. Daí que portugal deve puxar pelos galões e, já que é dos países que mais utiliza energias renováveis, pedir metas que sejam restritivas ao crescimento dos países emergentes. Assim, poderemos continuar por mais uns anos no grupo dos países desenvolvidos, já que não saímos da cepa torta.

Fica a reflexão...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Comentário ao blog do Vítor

Acho um piadão ao meu amigo Vítor Silva que escreve uns bitites no seu blog (em http://japensaste.pt.vu/). Acho que é este mesmo o espírito, e gostava que mais amigos meus tivessem tempo e dedicação para dar a um blog... Assim poderia ter tempo para fazer o seguinte:

Ó VÍTOR MEU BURRO?! O QUE È QUE ANDASTE A ESTUDAR NESTES ANOS TODOS PAH?! Tu com uma resposta dessas num teste da faculdade, nem direito a um "1" na pauta tinhas carago. Fiquei extasiado com esse post. Como é que consegues fazer um resumo tão superficial e sintético de toda a realidade, nomeando três indicadores macro-económicos (1º "Evolução da Economia Americana", 2º Desemprego, 3º Nível Salarial), que só por eles próprios exigem uma reflexão tão detalhada e tão profunda?

Assim, só dois pequenos comentários:

Primeiro:"Ora, em relação à América não há muito a fazer. Os EUA têm o poder que têm e acabou, apesar de o dólar ter vindo a desvalorizar" - O facto do dólar ter vindo a desvalorizar, significa só per si que os EUA já não são o país em quem os investidores confiam mais. De facto, tem-se assistido à perda de soberania dos EUA, não só para a China, mas para os países emergentes como o Brasil e a Rússia, onde vêm maiores rentabilidades e oportunidades de negócio. Assim, e se olharmos à nossa volta (em Portugal) os investidores não estão a virar-se para os EUA. Eu acredito que não se pense só assim em Portugal, mas em muitos outros países do mundo. Diz-se que os países desenvolvidos vão ter grandes dificuldades em sair da crise, visto que as suas prioridades vão ser os défices e o emprego. Os emergentes, como ainda beneficiam das altas produtividades do trabalho, não têm esses problemas. Cada trabalhador a mais, significa uma produção superior ao custo do trabalho, e dessa formar atingem grandes taxas de crescimento, superando facilmente o problema do défice, e atraindo investimento.

Segundo: É verdade que o Novas Oportunidades não vai resolver o nosso problema de educação? É! É verdade que grande parte da nossa produção está assente em indústria de baixo valor acrescentado e mão de obra pouco qualificada? É! É verdade que a geração que veio do 25 de Abril é trafulha e não dá exemplo ao povo? É! Porra mas é Portugal! Um gajo não pode é ficar a olhar para isso e fingir que não é nada. A nossa geração tem tudo para perceber como não é, e fazer o que tem que ser! Sinceramente estou aliviado com esta crise! Fechou ai muita empresa ineficiente, vieram à tona muitos trafulhas e já dizia o Darwin: Agora é a hora da teoria da "selecção natural" ou a lei do mais forte, como queiras. Só me custa que tenha que ser o Estado e os nosso impostos a fazer o trabalho sujo e a ter que arrumar o país. Nas entrevistas que tenho feito, costumo perguntar onde essas pessoas querem estar daqui a 20 anos. Há algumas que não têm objectivos, ficam a olhar, e não mostram um sentido de vida nem objectivos! Como é que se motiva toda esta gente que nem qualificações tem, para além de um saber estar em caixa ou a ser vendedor? Estar a construir auto-estradas e TGV's é estar a dar mais um folgo a esta mão de obra não qualificada que Portugal tem. Os "qualificados" estão agora a surgir em Portugal. Na Irlanda, a política da educação surtiu efeitos mais depressa e foi o que se viu - cresceu até não poder mais! Vamos lá ver se é agora que puxamos o IDE necessário para empregar este pessoal qualificado e que o governo tão bem estava a conseguir antes da crise. Eu acredito!

Já Pensaste?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pasquim

Porra, hoje estou de rastos.

Não me lembro de ter tido um dia tão produtivo como o de hoje. Até pensei partilhar aqui o que fiz, mas como acho que os leitores não teriam noção, prefiro poupar essas palavras. Afinal de contas, estou com um sentimento de realização, sabendo que me diverti até ao momento em que me começaram a doer vários os músculos do corpo. Neste momento parece que sinto uma perna deslocada, grandes dores de costas e cansaço. Ah! E também sinto a barriga cheia!

Pois, cheguei à bocado a casa, jantei uma sopa de feijão e meio frango. Estava cheio de fome, já que só tinha lanchado às 18 horas. Já me habituei a este horário - jantar sempre às 23 horas. Agora estou a ver os resumos dos jogos da liga dos campeões e a escrever.

Enquanto lia o e-mail recebi um "convite" engraçado. Voltar a escrever para o Pasquim! Já tinha recebido um convite há uns tempos, mas não tinha ligado muito. Quando um convite é endereçado a alguém é preciso passar uma certa energia e objectividade. De outra forma, o convidado não percebe muito para o que está a trabalhar. Mas num e-mail que recebi hoje, houve algo que me despertou um certo interesse em voltar a escrever. É certo que nos meus tempos de faculdade apanhei várias fases do Pasquim. Foi engraçado vê-lo ressurgir, sempre cheio de polémicas e histórinhas. Também é certo que nunca ressurgiu com a força que era pretendida, mas lá foi funcionando. Recuperaram-se leitores, reescreveram-se secções perdidas, nasceram críticos e desenvolveram-se escritores. Das oito edições que preparei tentava sempre ter uma novidade. Se consegui? Não sei. Mas vê-lo agora definhar dá-me alguma tristeza. Hoje em dia os miúdos já não se interessam por lutar (pela escrita) pelos seus interesses ou humores. Dá ideia que é tudo muito mais superficial e que têm medo se exprimir e da opinião dos outros.

Mas pronto, apesar de tudo surgiu-me uma ideia para um texto. Pode ser que saia engraçada. Foi sempre uma ideia que tive da faculdade. Mas depois vocês vão ler. Eu posto aqui e envio para a redacção...

Para finalizar e me poder ir deitar, queria agradecer aos fundadores do Pasquim e a todos os que lhe deram continuidade. Sem eles, provavelmente não escreveria este blog ou não teria um espírito tão critico-literário como tenho hoje, e que procuro desenvolver. Uma palavra especial para o Ricardo Oliveira (Ciências) e Pedro Fernandes (Tuças) - Ex-directores do Jornal "O Pasquim"

Agora vou descansar.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Julie&Julia

Adoro ir ao cinema.

Ontem fui ver o Julie&Julia. Depois da única sessão possível ser a das 19 horas, o que implicava que não pudesse ver o meu glorioso, acabei também por ceder na minha preferência - "Um conto de Natal". Como sou um diplomata decidi abdicar e deixar que fosse ela a escolher, já que das outras tinha sido eu. De outro modo, não achei mal ver um filme onde as protagonistas eram duas mulheres.

Para quem não viu, este filme retrata uma história sobre comida, cozinheiras e um blog. Não costumo fixar nomes de actores, nem grandes pormenores. Para mim, um bom filme tem que ter a faculdade de me transladar para uma pseudo-realidade, onde me alheio de todos os meus problemas e vínculos, passando apenas a ser... um espectador. Quando isto acontece, eu dou por bem empregue o dinheiro que paguei pelo cinema ou pelo dvd que adquiri. Tudo o resto tem que passar a ser minúsculo e a mim tem que me dar vontade de viver aquela história para sempre. Esta é a sétima arte.

De qualquer modo, e embora não vá tanto ao cinema como à anos atrás, a história deste filme fez-me regozijar o propósito deste blog. Ainda que não escreva aqui sobre comida, acho que todos devemos fazer algo que gostemos. O trabalho tira-nos imenso tempo e energia, e é bom que existam objectivos além dos materiais que nos movam no dia-a-dia: Um amor, um amigo, um blog, um desporto, o que quer que seja. Tem que existir uma coisa que nos faça sentir que fizemos algo por nós próprios (ou pelos outros), sem contrato, sem remuneração, apenas pelo prazer de gozar a vida.

Espero que nunca caía na tentação de não fazer nada...

A vida também se saboreia
Bon apetit

Ganhar dinheiro com o Youtube

http://aeiou.visao.pt/ganhar-dinheiro-com-o-youtube=f537048 é uma pequena notícia onde encontramos três exemplos de como ganhar dinheiro no Youtube. O tema até parece ser interessante, e é! No entanto, é preciso audácia e "saber" para o ganhar. No fim de contas, já serviu para me rir um bocado com os vídeos "milionários".

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Chegou o Natal


Quando chega esta altura do ano é sintomático para mim começar a lembrar-me das músicas de desta época: Pinheirinho, All I want for Christmas Is You e umas do Sinatra. Mas, uma das que mais marcou a minha geração foi a da Leopoldina. Creio que muitos sabem a canção: Bemvindos ao mundo encantado...

Assim, já há várias semanas que me sentava no sofá à espera do anúncio do Continente. Via a programação e esperava por todos os intervalos que intermedeiam os desenhos animados ou as "Soap opera" da noite. E eis que surgiu: Aí estava ela. A Leopoldina, vinda de férias, de baterias carregadas para mais uma campanha natalícia, arrebatando com todos os seus brinquedos... Que êxtase. Este ano, aí estava ela, carregada com umas botas pretas de cabedal e de uma pose arrojada de penas alouradas, pronta a assaltar os bolsos dos pais mais babados pelas boas acções dos filhos. Além disso, mostra coragem. A gripe A e o frio a chegar, e ela de mangas caveadas!

No entanto, tudo parou. Por entre outros intervalos, apareceu a gorda da Popota. Já não me lembrava desta, carago! Se calhar por não ter sido da minha geração, já não me recordava deste figurete! Narinas à mostra, um tanto ó quanto pó gorda, com a mania que canta e sabe dançar. Mas alguém já alguma vez viu um hipopótamo cor-de-rosa? Por isso é que os putos vão para a escola discutir com os professores. Assim é normal que fiquem com a realidade distorcida...

Assim pus-me a pensar porque raio é que o tio Belmiro não apertou os calos à Popota. Então quer dizer, uma aparece ano após ano mais esbelta e magra. Agora até tem a ordem das asas, com filmes de acção e explosões, que é tudo o que os putos gostam.

Mas a outra não! Aparece gorda e com uma música que já não é tão fácil de trautear como a da Leopoldina, a não ser o refrão que é facílimo: POPOPOPOPOPOPO...TA.

A minha formação em Economia diz-me que a Popota surgiu para apanhar alguma franja de mercado... Mas eu não estou a ver qual! Agora que tenho vinte e cinco anos consigo encontrar algumas semelhanças interessantes entre a Leopoldina e a Angelina Jolie e isso, até trás alguns factores provocantes à Leopoldina. Podem comparar...

Será que a Popota é afinal para atrair a franja de mercado das crianças?

É pah, não sei. Mas já ando a micar uns playmobil e uns tropinhas para me oferecer este Natal.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

"Sou um bocado lerdo"

Hoje foi um dia (em) cheio.

Entre muitas das funções de gestão que tenho como responsável de desporto, surge a de construir uma equipa, ou seja, recrutar quando é preciso, e animar o pessoal. Subentenda-se que "animar" não significa fazer o que faço aqui no blog, mas antes, fazer com que os colaboradores que lidero se sintam motivados no dia-a-dia. Acreditem, já saí bastantes vezes desanimado por passar um dia inteiro atrás de uma caixa ou a dobrar roupa. Se acham que têm trabalhos aborrecidos, pensem duas vezes, antes de o dizer!

Ainda assim, e fugindo ao que me levou a escrever hoje, acho que encontrei uma boa maneira de fazer diminuir o desemprego. A fórmula é muito simples. Basta que cada português entre numa loja e desfaça tudo com ainda mais raiva do que o costume. A sério! Quando entrarem numa loja, virem aquilo tudo ainda mais ao contrário! Em poucos meses vão ver que todas as lojas estarão a recrutar mais repositores e o desemprego começará a diminuir. No entanto, isto também serve de política expansionista numa fase mais posterior. Em épocas de baixo desemprego, bastará que todos os portugueses que entrem numa loja, arrumem o que desarrumaram: mais mão-de-obra se libertará para novas áreas de actividade. Como é óbvio, o Estado terá que investir em alguma formação, especialmente para aquelas pessoas que têm todo o prazer em dizer: "Arrume você que tem mais jeito!". Eu adoro ouvir isto de um compatriota todo escangalhado ou pindérico. É como ouvir na escala de sol, um dó com um si... soa mal!

Assim, passei a respeitar muito mais esse trabalho que, parecendo inútil, é feito por um lado, para que cada cliente tenha acesso à mesma forma bonita de encontrar um artigo, e por outro, porque isso dá forma de sustento a muita gente, inclusive à loja e a mim.

Acabei por desviar um bocado o assunto que me trouxe hoje aqui ao blog. Apenas queria ter dito, que hoje entrevistei um rapaz de dezanove anos que se tinha candidatado. A determinada altura, perguntei-lhe quais principais defeitos que ele achava ter. Depois de ter dito dois, e não tendo mais nenhum para nomear, pedi-lhe para que tentasse lembrar-se de outro: "Às vezes sou um bocado lerdo!" - disse ele. Fiquei estupefacto.

Agora que escrevi isto tudo, fico a pensar se não lhe devia ter dado uma segunda oportunidade... É que só tenho aceite licenciados para vendedores, e realmente, podia aproveitar um lerdo para dobrar roupa, deixando para outros empregos bons licenciados com quem vou trabalhar este Natal...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pastelaria às cinco da matina


Esta semana tem sido realmente preenchida em trabalho e não vai dar mesmo para escrever algo de jeito (reparam? fiz uma piada! - Brinquei comigo próprio, sabendo de antemão que não tenho assim piadas por aí além. Este fenómeno é, aliás, pouco usual entre os portugueses. Normalmente não se riem de si próprios... Um dia vou explanar a minha opinião sobre isso). Ainda assim, ontem tive um bom momento, entre o local de trabalho e a minha cama.

Desta forma, ontem saímos todos da loja às quatro e tal da manhã, depois do inventário. Como ainda não estávamos cansados o suficiente, decidimos ir comer a algum lado. O problema é que em Aveiro não há nada que se coma a partir das duas da manhã, a não ser ali para os lados do Rossio (onde o menu envolve pitos frescos, meloas e marmelada). A nossa sorte foi o segurança conhecer, um sítio ali perto, onde se fazia pastelaria. Espectacular! Fomos dar a uma casa onde não parecia que vivesse alguém. Vimos uma luz, batemos à porta.... E lá estavam os pasteleiros todos com a massa na mão!

Disseram-nos que estivéssemos à vontade - mas não havia bancos. Assim, olhamos para as travessas já cheias de croissants, pasteis de natas, bolas, pão com chouriço e servi-mo-nos... Barato, bom e fresquinho.

Deitei-me e adormeci que nem um bébé.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Jornal de Cesta

Apanhada 40 vezes sem carta

A mais famosa condutora de Portugal foi hoje apanhada novamente a conduzir sem documentos.

Segundo foi noticiado, ontem (quinta-feira) seria a primeira sessão do julgamento da ré. No entanto, esta não compareceu e estava incontactável fazendo com que o julgamento não se iniciasse.

O Cesta após diversas e insistentes tentativas, conseguiu chegar junto de Cristina Araújo para esta explicar o sucedido: “Eu bem me parecia que conhecia aquele número de algum lado. Era do tribunal, não era? Bem, mas eu também não tinha onde encostar para atender a chamada!” – disse.

Assim, não foram as autoridades que apanharam Cristina na sua quadragésima vez sem carta. Foi o Cesta…